Por onde anda Kleyton Guilherme?

Kleyton Guilherme, graduado em Comunicação Social pela UFSJ, tem 22 anos e atualmente trabalha para a TV Integração – uma afiliada da Rede Globo do estado de Minas Gerais. O jovem e promissor jornalista se formou no início de 2016 e em pouco tempo já conta com conquistas e realizações para seu currículo. Nesta entrevista perguntamos sobre os desafios e prazeres da profissão e ele nos conta um pouco sobre dedicação, perseverança e satisfação de exercer aquilo que gosta.

A 14031048_1087000864712797_1474516040_nárea do Jornalismo sempre foi uma meta sua ou inicialmente você pretendia entrar em outro curso?

A minha relação com o Jornalismo começou antes mesmo que eu soubesse que aquilo era Jornalismo. Eu estudei a vida inteira na mesma escola e desde o ensino fundamental, quando tinha algum evento importante ou que fugisse um pouco da rotina, a diretora ia até a minha sala e, independente de qual fosse a aula, pedia ao professor que me liberasse pra eu poder registrar tudo com uma câmerazinha que a própria escola tinha. Eu sempre tive esse gosto por registrar as coisas, por ver algo acontecer e poder rever, ou mesmo tornar possível que outras pessoas vissem aquilo depois. Quando chegou o terceiro ano, a escolha foi quase óbvia: nenhum outro curso me despertou interesse como o Jornalismo.

O que a UFSJ te deixou como maior aprendizado? Você fez parte de algum projeto da instituição (ex: Mosaico ou VAN)? Se sim, qual foi a importância disso pra sua formação?

Logo no início do curso, na primeira ou segunda semana, conheci a Vertentes Agência de Notícias (VAN) e achei interessante a proposta do projeto. De cara, consegui uma das bolsas disponíveis e lá fiquei por pouco mais de um ano. Foi onde tive o meu  primeiro contato prático com o Jornalismo já na condição de estudante de Comunicação Social. Depois fui trabalhar num estúdio de fotografia e vídeo e apesar de não ter uma ligação direta com o curso, aprendi muita coisa lá. Pude aprofundar o pouco que já sabia sobre edição de vídeos, aprender bastante sobre a edição de fotos e, claro, adquirir mais experiência nas coberturas fotográficas e de vídeo. Menos de 5 dias depois de sair do estúdio, já estava em uma nova empreitada: fui selecionado para compor a equipe responsável por criar a TV UFSJ.
Dei os primeiros RECs da TV da Universidade, literalmente, e fico bastante feliz por isso. Tive ótimas experiências nos quase dois anos que fiz parte da equipe da ASCOM-UFSJ. Conheci a fundo todos os campi da Universidade e vários cursos disponíveis nela através da série Índice UFSJ, que criamos na TV; pude ver frente às minhas lentes e gravar com grandes pessoas como Gilberto Gil, Maria Rita, Arnaldo Antunes, Marcelo Jeneci, Tiê, o pessoal do O Teatro Mágico, dos Raimundos, o cantor Vander Lee, que nos deixou há poucos dias, a atriz Dira Paes; e sem dúvidas, a cada novo REC, seja ele com uma dessas pessoas ou mesmo com um aluno falando sobre um projeto que desenvolveu na Universidade, eu aprendi alguma coisa.

Em algum momento do curso você teve medo ou receio de não conseguir seguir na área do jornalismo? Qual a parte do Jornalismo que mais te despertou interesse?

Esse nunca foi um medo meu. Eu sempre gostei de trabalhar com imagens e foquei bastante nisso durante toda a graduação. Dificilmente outra coisa me daria tanto prazer em trabalhar como a área do Jornalismo mesmo.

Como você classificaria o mercado de trabalho pro jornalista?

Principalmente quando a gente entra na Universidade, tem sempre aquele papo de que o “mercado tá saturado”, que Jornalismo é uma área complicada porque “nem precisa ter diploma” e, principalmente, que “não dá dinheiro”. Tudo bem, há verdades nisso, mas também não acho que seja esse terror todo. A dificuldade pra arrumar emprego tá longe de ser algo exclusivo da nossa área. As vagas no mercado de trabalho estão aí sim. Talvez mais escassas e um pouco mais concorridas, é verdade. Mas a formação que a UFSJ oferece pra quem sabe aproveitar bem as oportunidades, já é um ponto bem positivo pra conquista dessas vagas.

Agora, trabalhando em uma TV, qual a sensação e quais são seus próximos passos?

Foi um salto muito grande sair da Universidade e, aos 21 anos de idade, vir praticamente direto pra uma afiliada da Rede Globo. Se antes as reportagens que eu gravava atingiam, em média, umas 250 pessoas por meio da webtv da faculdade, hoje, uma reportagem gravada aqui pode atingir mais de um milhão de pessoas que ligarem a TV pra ver as notícias da região Centro-Oeste de Minas Gerais, nossa área de cobertura. Isso sem contar quando alguma matéria vai pra rede, aí as dimensões são ainda maiores. Eu fui muito bem recebido aqui na emissora e tenho aprendido muito! Ao meu lado trabalham pessoas que começaram na TV Integração antes mesmo que eu viesse ao mundo. E quando eu paro pra pensar nisso, é impossível não lembrar da professora Filomena falando lá no início do curso sobre a importância de respeitar aqueles que não tiveram a oportunidade que nós tivemos de cursar uma graduação, mas são importantíssimos pro cenário do Jornalismo. Os próximos passos serão na busca por aproveitar tudo o que eu puder de experiência aqui para somar com o que já aprendi em cada REC dado e, assim, manter vivo esse prazer em contar diferentes histórias com as imagens.

Qual a sua função na TV em que trabalha?

Sou repórter cinematográfico na TV Integração, afiliada da Rede Globo. Trabalho na cidade de Divinópolis e nossa área de cobertura é o Centro-Oeste de Minas Gerais. São 67 cidades, uma população de 1.484.059 pessoas (dados de 2011). A escala não é 100% fixa, mas geralmente, eu opero as duas câmeras do estúdio do MGTV 2ª edição e, depois, fico por conta dos factuais. Como geralmente saio sozinho, sem um repórter acompanhando, faço além das imagens, as entrevistas e, às vezes, o texto da reportagem também.

Se puder deixar um conselho pra quem está começando e quer dar certo como um comunicador social, o que gostaria de dizer?

Quando liguei um computador na TV Integração pela primeira vez, assim que comecei a trabalhar lá, a imagem de fundo da tela inicial era o logotipo da TV acompanhado da frase: “De portas abertas para o novo”. Ali, entendi claramente o que muitas vezes ouvi falar durante a graduação. O profissional multimídia é sim uma busca da área. Então, aproveitar bem as oportunidades que o curso oferece é muito importante, mas isso é diferente de querer abraçar o mundo pegando tudo pra fazer ao mesmo tempo. Foco não é essencial só no trabalho do repórter cinematográfico aqui, mas na vida também.

A grade curricular do curso é a mesma pra todos, mas cada um sai com uma formação completamente diferente e nem tudo o que você precisa para ser um bom jornalista está no curso. Um exemplo simples: é praticamente um pré-requisito o repórter cinematográfico saber dirigir já que, em quase todas as TVs, é ele o responsável pelo volante no dia a dia das reportagens. A graduação não vem acompanhada da sua CNH, então, é preciso enxergar além e saber se qualificar para a(s) vaga(s) que pretender conseguir.

Confira aqui uma matéria produzida por Kleyton.

Texto: Lucas Di Capri

Revisão: Julia Benatti

Imagem: Arquivo pessoal

Caricatura: Cristiano Giovanni

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